Há quase um mês destaquei aqui no leitor o novo trabalho dos Depeche Mode, através do single perturbante Wrong. Volto a fazê-lo, já que é já segunda feira que o álbum é lançado oficialmente (apesar de rodar por aqui há que tempos...)
Mas eu não quero o CD, o simples CD... Quero isto -> Deluxe Box Set Edition. É bem, não acham? Já tenho a caixa em formato digital, mas não é a mesma coisa. Ao vivo e a cores precisa-se :p
Agora fica o vídeo de Wrong ao vivo nos prémios ECHO. Fantástica a produção ao vivo!
Descobri recentemente The Golden Filter, um duo nova iorquino, formado por Stephen e Penelope. Têm apenas um single, Solid Gold, mas já remisturaram nomes como Cut Copy, Peter Bjorn & John, Little Boots, estando também para sair uma remix oficial de We Are The People dos Empire of the Sun.
Esta música é viciante. Synths analógios, bassline disco e voz angelical. Fits me like a glove. Actualmente revejo-me mais nestas cores...
Se gostaram (é possível não gostar?) devem saltar aqui e aqui.
Deixo o vídeo de Solid Gold (liindo!), e também o teaser#1 e o teaser#2 :p
Ah, e para desenjoar um pouco da onda negra, nada melhor que uma boa recordação. Love Spreads, dos míticos The Stone Roses, pedra fundamental no indie britânico da década de 90. Love Spreads, é isso mesmo que se precisa. Muito amor para todos :) (lá está, o Sol a raiar em mim ;))
Quando libertei momentaneamente das masmorras sensoriais a música No blind eyes can see dos Lacrimosa, veio àquela acorrentada esta One Final Graven Kiss, dos black metaleiros Cradle of Filth, que faz parte do primeiro álbum da banda, The Principle of Evil Made Flesh.
Música também intensa, melancólica, não com tanta carga como a anterior, mas também com muita história. Ao ouvir esta música, imagino-me numa sala principal de um qualquer castelo, vazia, apenas com um piano velho e meio destruído a tocar sozinho esta música, iluminado pela luz lunar que entra na sala poerenta por uma janela entreaberta...
OK, já chega de goticalhices e penumbras! Daqui a nada estou a voltar à dark age de há uma década atrás! Sinto-me numa espécie de anúncio MUDASTI ao olhar para uma figura conhecida vestida de preto/cinza, com barba por fazer e botas de biqueira de aço, e a estender-me a mão... NÃO! Já foi altura, já rodou muito no leitor esse género musical. Prefiro agora uma onda mais solar ;) Ou não :S
Há músicas que devem permanecer livres enclausuradas no nosso mais íntimo ser. Não devem ser partilhadas, não devem ser gastas, não devem ser ouvidas, devem permanecer na saudade, na recordação dos sentimentos sentidos e passados. Não me ocorre outra música cheia de carga melancólica e significado puro, a não ser esta No Blind Eyes Can See, dos alemães Lacrimosa, do álbum Inferno, de 1995.
Há músicas que nos tocam para sempre, que marcam um ponto de viragem na nossa vida, onde se consegue separar o antes e o depois, onde depois nada é como antes. Mais uma vez, não me ocorre outra música que me tenha causado tamanho efeito. A música No Blind Eyes Can See marca o instant zero de uma altura, que perdura. Surgiu na altura perfeita. E para sempre ficou marcada no coração e alma.
Andava na altura a descobrir o gótico, a cultura romântica e as músicas, e a primeira vez que contactei com Lacrimosa foi com esta música, num contexto muito especial da minha vida. A música bateu-me forte, como ainda o faz, mas agora recordando-me o que foi e, de certa forma, do o que ainda é. É inevitável associar músicas a momentos vividos e sentidos, e esta música era perfeita para a situação.
Sempre gostei de músicas longas e de vozes femininas. Esta é as duas coisas. Música longa, complexa, com uma letra forte, com um misto de voz feminina cristalina e límpida com masculina, sombria e perturbante, perpetuando o sentimento de melancolia que abraçava o que sentia, e que talvez não devesse sentir.
O quarto estava acolhadoramente frio, apenas abraçado pelas sombras de uma leve luz de uma vela a um canto, junto à escrivaninha, onde esperavam papel e caneta por um momento de alma. As palavras corriam-me diante dos meus olhos, sob a forma de lágrimas, e eram acolhidas pelo papel, que as absorvia e lhes dava forma. Era uma carta de despedida, sem antes ter havido sequer qualquer encontro. Era uma carta de mim para mim para ela. Uma carta que falava dela, da beleza dela, dos seus olhos, cor de pele, cor de cabelo. Da sua voz. Da sua preseça. Da sua beleza. Da Beleza. Da Tragédia da Beleza. As lágrimas queriam abraçá-la, senti-la... mas em vão. A música tocava, tocava, as palavras dançavam e dançavam. A alma tremia. A noite, calma e fria, parava no tempo.
Será que tal carta existiu? Não sei dizer, mas existiram sim as palavras que lhe deram forma, e o sentimento que lhe deu origem. Durante anos esta memória ficou adormecida junto da música, como um único ser. Ao acordar um, o outro também acordou. Agora resta-me voltar a adormecê-los num ambiente melancólico e doce, em paz.
Trouxe esta música de volta à luz, de onde não pertence, por breves momentos apenas. É uma música que deve permanecer livre na clausura do íntimo, por detrás de portões de madeira metálica acorrentados, apenas banhada pela ténue luz lunar, que entra de uma alta janela da torre da masmorra sensorial. Custou-me fazê-lo. Tive de sair de mim para o fazer. A carga desta música é tal que foi preciso algum esforço transcrever aqui o que senti e foi já sentido. Sinto saudades de sentir o que já não sinto.
Posso muito viver no passado, mas as memórias são o que nos fazem ser...
Atrevo-me a dizer que não há mais gótico que o gótico de Lacrimosa. Tilo Wolff é mestre. Cada trabalho dos Lacrimosa cria um momento melancólico, romântico, frio. Desde as letras, à música, às vozes, até à própria art work. E esta música um bom exemplo disso mesmo.
Durante anos, e por causa desta música e do misticismo que representa para mim, lutei contra mim próprio de acompanhar os restantes trabalhos e mais recentes da banda. Agora surgiu-me inadvertidamente esta recordação ao saber que a banda está para lançar Sehnsucht, o décimo de originais, a ser editado em Maio.
Na nossa vida quotidiana há diversas variáveis, que podem, ou não, alteram o nosso estado interior. Uma simples recordação despoleta vários sentimentos. É o que acontece sempre que me lembro deste álbum In Utero, o terceiro e último de originais dos Nirvana.
Os Nirvana são, e serão para sempre, uma das minhas bandas favoritas. Penso que o são para todos os da minha geração e que têm um gosto apurado pela música de qualidade. Esta banda marcou uma geração, desde que surgiu até ao seu trágico fim.
Fala-se muito nesta banda, de como marcou o som de Seatlle na década de 90, juntamente com outras bandas como os Pearl Jam ou Alice in Chains. Mas Nirvana tinham alma. Eram puros, muito por culpa do mentor, Kurt Cobain.
Apesar de estar a anos luz em termos de direcção sonora que consumo actualmente, gosto sempre de recordar Nirvana. Em especial este álbum. Ao fazê-lo estou a recordar de mim.
Para quem não conhece este fantástico álbum, sugiro que ouçam o seguinte video, que passa em todas as músicas do mesmo.
Esta música faz-me vibrar do início ao fim... Quantas recordações! Adoro a bass line. O vídeo está excelente, com imagens de um grande filme do género grotesco ;)
A música é 46 & 2, a quinta faixa do fantástico álbum Ænima dos Tool. Fenomenal.
Esperei ansiosamente ao longo de anos pelo novo registo dos norueguese Magenta. Em 2003 assaltaram os meus piores sonhos e melhores pesadelos com Little Girl Lost... Em 2009 voltam a fazê-lo com Art and Accidents. A provar isto ficam dois videos do novo single Darkest Dream.
Mal tive contacto com esta banda pela primeira vez, vi logo que não podia ser um projecto qualquer. Demasiada qualidade. Os Magenta são constituídos por Anders Odden, guitarrista multi-facetado que já trabalhou com nomes pesados como Satyricon, Celtic Frost, Morbid Angel, Extreme Noise Terror e Mayhem, além de ter dado suporte em tour a Young Gods e Ministry, e também por Vilde Lockert, a voz e compositora, tendo também emprestado a voz a nomes com Arcturus (<3) e Apoptygma Berzerk, mais tarde entra Daniel Hill, para o baixo. Em 2003, lançam o álbum Little Girl Lost, que conheço bastante bem e me prendeu a atenção pelo som eclético e pela obscuridade das suas músicas e letras. Considero uma banda um tanto ou quanto perturbante. E isso é bom ;) Agora em 2008/2009 lançaram o segundo de originais, de nome Art And Accidents. Diferente do anterior, nota-se uma evolução na linha desenvolvida em Little Girl Lost. Custou a entrar no ouvido (com Magenta é assim), mas agora não pára de rodar.
De Little Girl Lost, não encontrei nada no YouTube, à excepção de um video publicitário da Sprite com música deles :)
Gosto de vozes femininas, e a voz de Vilde é deliciosamente obscura. Ela em Friendly Fire dos Apoptygma Berzerk está fantástica. Para mim, uma das melhores músicas dos APB.
Confesso que nunca achei muita piada aos Oasis. Nunca tive muita paciências para as suas músicas. Senti isto desde sempre, desde o primeiro álbum. Confesso que o sucesso desmedido e o rótulo de serem os novos Beatles me afastou um bocado do interesse de vir a ouvi-los com mais atenção. Mais a mais, sempre preferi os Blur. Mas nestes últimos trabalhos, o som dos Oasis têem-me ficado no ouvido. Editaram o sétimo álbum Dig Out Your Soul no ano passado, de onde retiraram a música Falling Down para 3º single. E gosto. Gosto desta música. Composta e interpretada por Noel Gallagher, esta música tem um je ne sai quoi, faz-me lembrar a boa música made in UK do início da década de 90, e o video levantou bastante polémica, já que a banda é conhecida por não ser grande fã da família real britânica...
...e acho que faz toda a diferença não ser o Liam Gallagher a cantar...
ps.: gostava era de saber quem é a modelo que faz de pricesa no video... pois...
Mas já que fui falando de Darkwave e que já não ligo tanto ao género, a coisa muda de figura quando recordo a música Butterfly:Dance dos alemães Diary of Dreams (os alemães têm muita tradição neste género musical, e outros similares).
Os Diary of Dreams surgiram em 1996, na altura em que Adrian Hates abandona o baixo na banda gótica de renome Garden of Delight (<3). Mais tarde funda também a label Accession Records. A banda consiste basicamente nele, já que é o mentor do projecto e produziu praticamente sozinho todos os álbuns, especialmente os primeiros. Já vi esta banda ao vivo 2 vezes, no mítico Hard Club, em Gaia, nas ainda sem a logística e show em palco dos dias de hoje, e que se pode ver no vídeo. Na altura, a banda era ele e o Torben Wendt, que também fundou Diorama (<3), tendo Hates com padrinho.
Confesso que agora já não sigo esta banda de perto, mas é uma das principais influências no panorama moderno do Darkwave, tendo lançado em Março deste ano o nono álbum, de nome (if), e que por acaso já o tenho mas ainda não o ouvi...
Destaco esta música - Butterfly:Dance - já que foi uma das primeiras que ouvi, e das melhores da banda. Esta música tem muita bagagem, muita história...
Na altura em que andava a tocar os Electronic Voice Phenomenon, tocava também no leitor A Covenant of Thorns. Descobri esta banda também no MP3.COM. Gostava muito da música Drive me Home, que respira darkwave, mas estou a ver que é um género que agora já não acho tanta piada... Mais uma vez, ao voltar a ouvir também este tema, não me diz tanto como dizia na altura. São fases da vida, e guardo também esta música num sitio especial, já que, de certa forma, faz também parte de mim.
É por estas que a música é uma arte fantástica. Estou vidrado nesta música Daniel em especial, em Bat For Lashes em geral. Quando me acontece este sentimento súbito, nem me apetece escrever, apenas sentir a música, que partilho convosco. Simplesmente linda.
Descobri os Electronic Voice Phenomenon há já bastante tempo, no velhinho MP3.COM. Ah, quanta música eu descobri naquele site! Muita da minha "escola musical" vem de lá. Saudades daquele tempo...
Bem de volta aos Electronic Voice Phenomenon. São dos EUA e deles sei muito pouco. Lembrei-me de colocar aqui a música Beneath The Sky que na altura não parava de tocar no leitor, porque foi das primeiras músicas do género que ouvi. Engraçado que agora, ao voltar a ouvi-la, já não lhe acho tanta piada. Mas na altura consumia muito darkwave e gostava de a ouvir porque metia um pouco de drum'n'bass (ou parecido). Era diferente. Ficam as saudades. Esta música faz parte de mim, da minha história. Guardo-a no cantinho.