Thursday, March 19, 2009

//Icon of Coil// ::Situations like These::





Os Icon of Coil dispensam apresentações para os mais atentos ao panorama electrónico alternativo. São (ou eram?) uma banda norueguesa que no início dos anos Y2K deram bastante cartas na cena Future Pop mundial. Hoje são tidos como referências no género, ao lado dos também noruegueses Apoptygma Berzerk. Em 2000 lançam o primeiro álbum, de nome Serenity Is the Devil, ao qual pertence esta música, e que eu gosto particularmente.

Esta música é bastante diferente de todas as outras da banda. É calma e muito smooth. Para mim, uma das melhores do género EBM mais atmosférico. E aliás, penso que será a única com female vox (soube agora, enquanto escrevo este post, que a voz deste tema pertence a Computor Girl. Olha que bela surpresa ;)). Todas as outras músicas têm a voz do mentor, Andy LaPlegua, agora mais ocupado com o seu projecto mainstream Combichrist.

Apesar do vídeo ser um pouco fora, encorajo aqueles que não seguem nem apreciam o género a ouvir esta música. Pode ser que se surpreendam :p

Monday, March 16, 2009

//Queens of the Stone Age// ::In My Head::





De vez em quando surgem dos EUA uns projectos que fazem bom rock. Lembrem-se de Nirvana, Pearl Jam, Soundgarden, Stone Temple Pilots, só para dizer alguns. Os Queens of the Stone Age (QOTSA) são dessas bandas americanas, que fazem bom rock.

Surgiram em 1997, tendo já editado 5 álbuns. Confesso que não conheço o trabalho deles a fundo, mas do que conheço, é bom :) Apaixonei-me pelos riffs das guitarras e pela dinâmica das suas músicas. Duas músicas em destaque do álbum Lullabies to Paralyze (o álbum que eu conheço melhor): Little Sister e In My Head, música do video que deixo aqui, e que gosto especialmente (romântica e forte :p)

{discos no leitor} Lisa Gerrard & Pieter Bourke :: Duality



A primeira vez que ouvi este CD foi através de um amigo meu, que mo emprestou, já que na altura andava a ouvir bastante Dead Can Dance. Ele falou-me que o CD merecia muita atenção, era na linha de DCD, mas um pouco mais tribal e melancólico. Decidi ouvir então o tal CD, que se colou imediatamente no meu leitor. Fiquei completamente viciado neste CD. Muitas memórias estão associadas a estas músicas. E sempre que o encontro à venda numa casa de música, esboço um sorriso involuntário, já que é realmente um grande disco.

Duality foi o nome do trabalho que juntou, em 1998, a voz feminina dos Dead Can Dance, Lisa Gerrard, e o compositor Pieter Bourke. O resultado, editado pela 4AD, são 10 músicas intensas, e que devem fazer parte da discoteca de qualquer fã daquela grande voz. Para mim, uma das melhores vozes femininas de sempre. Das 10 músicas destaco Shadow Magnet, Forest Veil, Unfolding, The Human Game e, talvez a melhor música do álbum, e aquela que deixo aqui: Sacrifice.

Recomendo vivamente este álbum a toda a gente, uma vez que, e como já li por aqui pela net sobre o álbum «You don't have to be a Dead Can Dance-head to appreciate the hypnotic loveliness of Duality.»



Sunday, March 15, 2009

//Covenant// ::Bullet(Ellen Allien "Flow Mix")::





Lembrei-me de colocar esta música por causa do Moda Lisboa, que decorreu este fim-de-semana.

Esta música andou a tocar muito nos meus leitores na altura em que saiu. Estávamos em 2002 (ano de muito boa colheita musical electro). Os Covenant, banda sueca de renome na cena synthpop e futurepop mundial (já visitaram o nosso Portugal, no Porto, pela mão da SoundFactory) lançavam o fantástico álbum Northern Light, onde se pode encontrar a música original Bullet. Aqui deixo a versão revestida por Ellen Allien, famosa DJ e produtora alemã, conhecida pela sua criatividade e fusão dos estilos electro e techno, com grandes doses de experimentalismo. Uma das minhas preferidas. Já a conhecia antes desta colaboração com os Covenant, e esta música é um bom exemplo de que lados diferentes da música se podem cruzar e criar obras primas.

Mas falei lá em cima da Moda Lisboa. O que esta música tem a ver? Tudo ;) Eu explico. Na edição de 2003, Ana Salazar utilizou esta música como inspiração para a sua colecção e som no decorrer da catwalk. Durante a reportagem, a estilista comenta a sua colecção, traduzindo partes da música, que tocava de fundo, como mote de inspiração para as suas criações. Sem dúvida uma boa escolha.

A versão original da música (no seu vídeo original) pode ser vista e ouvida aqui.

Friday, March 6, 2009

//Miss Kittin & The Hacker// ::1982::





Miss Kittin & The Hacker - 1982: para mim é simplesmente a melhor música electroclash. Foi das primeiras músicas do género que ouvi e foi através dela que o electroclash me despertou tanta atenção. Para já, o nome da música é o meu ano preferido da década de 80. Depois o som minimalista e puro electroclash, cheio de referências sonoras à década e às músicas da década.

Agora que o duo mais criativo da cena electroclash está para lançar o segundo álbum em conjunto (com data prevista de lançamento para 27/03/2009), de nome Two, depois de terem editado First Album em 2001, deixo-vos o vídeo da música 1982. Sobre o novo álbum, já o ouvi (está a rodar no leitor ;) e estou a achá-lo delicioso! Confesso que estes dois juntos me causam suores frios arrepios! E em separado também ;)

Thursday, March 5, 2009

//Armin van Buuren ft Sharon den Adel// ::In and Out of Love::





Descobri isto hoje e já me apaixonei. Foi logo ao primeiro som ;) In and Out of Love é uma música produzida pelo DJ holandês Armin van Buuren que conta com a participação na voz da femme du metal Sharon den Adel, também holandesa, mais conhecida por ser a frontwoman da banda goth metal Within Temptation. Cheguei até esta música através dela, já que tenho um carinho especial pela banda, gosto muito da voz dela e não sou propriamente fã do género musical dele. Mas geralmente, quando vários estilos se cruzam, o resultado é interessante, como esta música. Outro exemplo disso é Schiller com a voz de Tarja Turunen (ex frontwoman dos metaleiros Nightwish), em Tired of being Alone. Antes, Schiller já tinha trabalhado com Peter Heppner, dos alemães Wolfsheim em Dream of You.

Diga-se de passagem que estes produtores de música house e trance não são nada burros. Aliam-se a grandes vozes de grandes projectos de outros géneros para chegarem a outro tipo de público. E ao que parece resulta ;)

Wednesday, March 4, 2009

//Lulu Rouge// ::Sweeter than Sweet::





O que anda a tocar no meu carro de forma assustadoramente incessante é Lulu Rouge, projecto dinamarquês que produz um som electro downtempo delicioso. Adoro a linha de baixo das músicas do álbum de debut, Bless You, de onde retiro este tema fantástico: Sweeter than Sweet. Vale a pena uma audição cuidada, e já agora, com phones ;)

//The Editors// ::Escape the Nest::





Os The Editors, banda britânica, são, para mim, uma das melhores bandas dentro do panorama indie actual. Ao londo das suas músicas é bem audível as influências de nomes como Joy Division ou The Cure, mas penso que, de entre os projectos actuais do género, é aquela que apresenta mais qualidade e coesão. Quase que diria que basta ser britânica ;) Bem, mas ao nível dos The Editors posso colocar uns Interpol ou She Wants Revenge...

Formados em 2002, lançaram até à data dois álbuns: The Back Room e An End Has a Start. Ambos são fantásticos, e merecem audição abusiva! Em relação ao terceiro álbum, corre pela net que estará para muito breve (Março/09?!).

A banda visitou recentemente Portugal, onde deram concertos em Lisboa e também no Porto, concerto esse que tive oportunidade de assistir e ficou bem patente a sua grande qualidade. Pontos altos desse concerto: a cover Lullaby dos The Cure (que agora anda a rodar nas rádios) e claro, este tema que deixo aqui, um dos meus preferidos (é difícil escolher apenas um!), Escape the Nest, que também a podem ouvir aqui ;)

Monday, March 2, 2009

//Static Movement// ::Visionary Landscapes::





Mas o que eu gosto desta música! Vou confessar uma coisa: dado que eu consumo tanta mas tanta música, tenho um cantinho onde guardo as músicas mais fantásticas que vou ouvindo (cantinho esse continuamente "em construção"). Esta foi das primeiras a lá guardar. Adoro tudo: a envolvência, a letra, o som synth coldwave, os riffs da guitarra, a voz de Arianna aka Froxeanne.

Sob o nome de Static Movement, Diego Merletto, frontman dos The Frozen Autumn, e Arianna (também The Frozen Autumn) editaram em 1999 o álbum Visionary Landscapes, aclamado pela crítica e que relançou o colectivo, mas continuando com o nome de The Frozen Autumn.

São várias as músicas de destaque destes dois projectos. Deixo apenas mais duas sugestões: Static Movement :: Nouvelle Vague e The Frozen Autumn :: Is Everything Real? 

Ah, estes projectos são obrigatórios para fans de Clan of Xymox! :)

Friday, February 27, 2009

//Empire Of The Sun// :: Walking On A Dream::





Mas o leitor não toca só música sombria, também há (muito!) espaço para música mais solar ;) A última adição é o fantástico álbum de estreia dos Empire Of The Sun, duo australiano, que lançou no final de 2008 o álbum Walking On A Dream. Desse álbum, destaco a música que lhe dá nome, e que toca e toca no leitor. De certeza já ouviram numa rádio qualquer ;)

Confesso que cheguei a esta banda pelo nome, que me despertou a atenção. Sobre o vídeo, faz-me lembrar Fischerspooner :) e tem como cenário a fantástica cidade de Xangai. A primeira vez que o vi fiquei hipnotizado ;)
É um som que sabe bem :)

Thursday, February 26, 2009

//Soviet// ::Commute::




Estávamos em 2001. Anos de ouro do revivalismo musical dos anos 80, com um movimento a dar bastante que falar: o Electroclash. Artistas como Miss Kittin, The Hacker, Felix da Housecat, Chicks on Speed e claro, DJ Hell, eram obrigatórios nas pistas de dança mais exigentes. Foi um movimento fantástico, que acompanhei com muito prazer. De entre os vários projectos da cena, para mim destaco um: SOVIET. Apaixonei-me de imediato pelo primeiro álbum «We Are Eyes, We Are Builders», de 2001. Um som cleen e à lá anos 80, com muitos sintetizadores. Destacam-se várias músicas, como Candy Girl, Breakdown ou, e para mim a melhor, Commute, a música que deixo aqui.
Vejo agora pela página do MySpace que estão para lançar 3 álbum: «Spies In The House Of Love». Convido a sua audição :)

Monday, February 23, 2009

//XPQ-21// ::Barcelona::





Falar de XPQ-21 é sempre difícil. Projecto alemão, que desperta ódios ou paixões. No meu caso foi ambos, começando pelo ódio (bem, nem tanto), paixão, e mais actualmente, alguma indiferença. Catalogar o som dos XPQ-21 também é difícil. O som é... XPQ-21, mas se quisermos ser mais tradicionais pode-se dizer que está entre o industrial, o electro e o punk.

Já segui esta banda com mais intensidade, mais prazer. Fruto desses anos de consumo de XPQ-21, fiz recentemente cinco (5!!!) sets dedicados à banda, com as melhores músicas. É espreitar aqui ;)

O que mais gosto no som deste projecto é a sua originalidade (identifica-se logo o som XPQ-21), e as várias músicas instrumentais que criam fantásticas paisagens sonoras. Esta música que aqui deixo no leitor, Barcelona, do último álbum Alive é disso exemplo. Música fantástica (o vídeo também ;)), atmosférica, bastante clubista e cheia de charme, e que já me acompanhou em diversas situações! Não há hipótese de me farta dela ;)

//This Morn' Omina// ::One Eyed Man::





Já faltava aqui no leitor algum "barulho", ou, e rotulando como deve ser, noise. Os This Morn' Omina, de origem belga, são, para mim, uma das melhores bandas do género tribal noise. Praticam um som coeso, e que se consegue ouvir bastante bem ;) Para que não conhece, pode sentir o gosto através da minha música preferida: One Eyed Man. Opiniões?

Sunday, February 22, 2009

//Michael Andrews// ::The Artifact and Living::





Ao contrário do que seria de esperar, a primeira vez que ouvi esta música (ou melhor, parte dela) foi num anúncio a um automóvel na TV. Lembro-me que, dessa primeira vez, e das seguintes, sempre que o via, ficava colado à TV a interiorizar esta melodia. Apaixonei-me de imediato pelo som melancólico do piano. Aos carros, nem vê-los. Só via e sentia a música, nos seus breves segundos. Ao ouvi-la ficava com a sensação de que esta música teria de ser maior que o próprio comercial. Mal sabia eu que fazia parte da banda sonora do filme de culto Donnie Darko, que já na altura fazia parte da minha colecção pessoal de DVDs, mas que ainda não tinha tido oportunidade de o ver. Mais tarde, quando finalmente vejo o filme, qual é a minha surpresa de voltar a ouvir o piano e esta música fantástica durante as imagens do filme. Aí tive a confirmação que a música era, de facto, maior que o tal anúncio de TV. E assenta no filme perfeitamente, já que é um filme intenso e algo perturbador. Aliás, a banda sonora do filme é excelente, para quem, como eu, adora a música dos anos 80, sendo que se deve destacar a fantástica versão Mad Word, música dos Tears for Fears, interpretada por Gary Jules e também Michael Andrews

The Artifact and Living, um reencontro saboroso e que me assaltou completamente.

//VNV Nation// ::Standing::





Já há algum (ou melhor, bastante) tempo que não actualizo este meu canto musical. Entretanto, muita música rodou no meu leitor, vária de entre vários géneros. E de outra forma não podia ser, já que, em parte, a minha vida depende directamente da música. Não podia escolher melhor tema para reabrir "a pista" do meu leitor, que este tema dos VNV Nation, uma banda britância, ícone e com um peso esmagador dentro da cena Futurepop mundial. São gigantes, são das minhas bandas preferidas de sempre do género e foi com este tema que descobri um novo mundo sonoro, electrónico, algo sombrio e melancólico. 

Costumava dizer que os três concertos da minha vida seriam Pink Floyd, The Fields of the Nephilim e VNV Nation. Mas desperdicei a oportunidade de os ver no Porto, quando actuaram em 2005, com créditos da SoundFactory. Já com bilhete para o concerto, uma febre fulminante alterou-me os planos :(

Sobre esta música, não há muito a dizer, mas sim sentir. E como se pode ler num dos comentários deste vídeo no YouTube: Love it! it really touches me deep inside.

É um som diferente daqueles que fui colocando aqui. Opiniões? ;)