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Wednesday, September 2, 2009

//David Bowie// :Cat People (Putting Out Fire)::





E ainda banda sonoras... Cat People (Putting Out Fire) é, talvez, a melhor música da banda sonora do novo filme Inglourious Basterds, de Quentin Tarantino, que, diga-se de passagem, é fantástico. Só pela banda sonora, distingue-se logo que é um filme de Tarantino.

Interpretada por David Bowie e produzida pelo mestre Giorgio Moroder para o filme de culto Cat People de 1982, é utilizada em 2009 neste filme, aparecendo numa altura fantástica, o que dá ao filme uma energia acrescida.

Confesso que não conhecia a música, e ao ouvi-la no filme pareceu-me um estilo próximo dos Sisters of Mercy. A música é algo sombria, com toques da influência gótica da música do início da década de 80, mas afinal foi esta música que acabou por infuenciar esses Sisters of Mercy, com Eldrith a usar mais tarde um registo vocal próximo do utilizado aqui por Bowie enquanto acompanhado por coros femininos.

{discos no leitor} The Crow - Original Motion Picture Score





Outro dos meus interesses passa pelo cinema, sem bem que em menor intensidade que a música. Não sou muito fã de filmes muito comerciais, hollywoodescos, grandes blockbusters ou dispendiosas produções, mas por vezes a ida ao cinema vale a pena, se o filme me seduzir e se tiver uma temática do meu interesse.

Nos filmes, geralmente estou bastante atento à banda sonora. Quantos são os filmes que me fazem procurar e ter a BSO. Solaris é um exemplo que já aqui dei. Trainspotting é outro bom exemplo, mas há tantos outros! Recentemente limpei o pó a esta banda sonora: a banda sonora original do filme The Crow, de 1994, com Brandon Lee. Esta banda sonora não é a tão conhecida, a tal que tem The Cure ou Nine Inch Nails. Essa é boa, mas esta é mais envolvente.

The Crow - Original Motion Picture Score, composta por Graeme Revell (responsável por tantas outras bandas sonoras de filmes de culto), é uma banda sonora envolvente, onde são misturados sons tribais com ambientes melancólicos, e onde por vezes a guitarra gótica rasta a valer. Muito me acompanhou esta banda sonora! Para mim uma das melhores bandas sonoras de sempre.

Uma música que consigo destacar bem deste registo é Inferno, que começa com um riff poderoso e revoltado da guitarra, passa por um ambiente tribal insano e culmina num rock a lembrar Pink Floyd. Fica o video, com imagens do filme. Fantástica corrente gótica ;)

Friday, May 8, 2009

{discos no leitor} Solaris OST





...respiro fundo...

Porque preciso de algum fôlego para falar deste disco, dada a sua intensidade...

Em 2002 foi lançado o filme Solaris, realizado por Steven Soderbergh e com George Clooney e Natascha McElhone nos principais papéis. O filme é um remake do filme soviético Solyaris de 1972, e ambos são baseados no romance de ficção científica Solaris do polaco Stanisław Lem.

O filme é um drama psicológico que conta a história de Kelvin, um psicólogo traumatizado pela perda do seu grande amor, que é convidado a investigar o comportamento estranho de uma estação espacial na órbita do planeta Solaris. Já na estação, algo inesperado acontece. Kelvin reencontra, bem à sua frente, o seu grande amor Rheya.

Eu adorei o filme, pronto. É um filme mal amado, já que muita gente fala mal dele, que diz que é bom para adormecer e tal. Mas do que eu mesmo gostei e me arrebatou completamente foi a banda sonora... Devia ser proíbido fazer música assim. A banda sonora é completamente instrumental e muito ambiental. É muito impressionante. O compositor foi Cliff Martinez que, curiosamenente, antes de se virar para a composição de bandas sonoras, foi o primeiro baterista da banda de rock americana Red Hot Chili Peppers.

Para introdução, deixo o tema First Sleep. Se gostarem do tema, vão gostar garantidamente de todo o disco. Esta banda sonora é um dos discos da minha vida...



Sunday, February 22, 2009

//Michael Andrews// ::The Artifact and Living::





Ao contrário do que seria de esperar, a primeira vez que ouvi esta música (ou melhor, parte dela) foi num anúncio a um automóvel na TV. Lembro-me que, dessa primeira vez, e das seguintes, sempre que o via, ficava colado à TV a interiorizar esta melodia. Apaixonei-me de imediato pelo som melancólico do piano. Aos carros, nem vê-los. Só via e sentia a música, nos seus breves segundos. Ao ouvi-la ficava com a sensação de que esta música teria de ser maior que o próprio comercial. Mal sabia eu que fazia parte da banda sonora do filme de culto Donnie Darko, que já na altura fazia parte da minha colecção pessoal de DVDs, mas que ainda não tinha tido oportunidade de o ver. Mais tarde, quando finalmente vejo o filme, qual é a minha surpresa de voltar a ouvir o piano e esta música fantástica durante as imagens do filme. Aí tive a confirmação que a música era, de facto, maior que o tal anúncio de TV. E assenta no filme perfeitamente, já que é um filme intenso e algo perturbador. Aliás, a banda sonora do filme é excelente, para quem, como eu, adora a música dos anos 80, sendo que se deve destacar a fantástica versão Mad Word, música dos Tears for Fears, interpretada por Gary Jules e também Michael Andrews

The Artifact and Living, um reencontro saboroso e que me assaltou completamente.