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Thursday, September 3, 2009

{discos no leitor} Hell - Teufelswerk





Isto de chegar de férias após um mês completamente out tem as suas desvantagens. Voltar ao mundo civilizado e estar completamente desactualizado no que se faz na música não é uma sensação boa para um melómano como eu. Há que recuperar o tempo perdido! Felizmente as férias estenderam-se mais um pouco, o que dá para ouvir isto ou aquilo novo.

Bem, é ele chegado então de férias e vai directo à loja de música da moda aqui da zona... Entre um CD e outro e ainda outro, há um que se destaca pela capa e pelo nome do senhor: HELL... Pois, esse Senhor Techno, tão influente na cena Techno e Electroclash, master da label International DeeJay Gigolo, que representa nomes que nunca ninguém ouviu como Fischerspooner, Miss Kittin & The Hacker ou Zombie Nation. O álbum em questão é o último, de nome Teufelswerk e a capa faz lembrar imediatamente a capa de Robots dos também alemães Kraftwerk. Aliás, foi esta semelhança visual que me fez pegar logo no CD. Lá dentro, mais semelhanças com robots, com Hell numa postura mecânica. Ainda mais dentro, propriamente nas músicas, as semelhanças com Kraftwerk não mais do que muitas, mas já lá vamos.

O álbum é composto por dois CDs, separados por Night e Day. Pessoalmente acho que em Night estão as melhores faixas do álbum. Ah, e as faixas, muitas delas, são longas, para cima de 8 minutos, o que demonstra que este produtor não tem medo de arriscar em músicas de dança longas e o seu à vontade na cena electrónica de vanguarda. E eu que adoro músicas longas! ;)

Destacando algumas faixas, primeiro de Night:
* U Can Dance: Teufelswerk abre com esta faixa, que conta com a participação na voz de Bryan Ferry. Faixa de techno intensa, obrigatória em qualquer pista de dança de qualidade.

* Electronic Germany: depois de U Can Dance seguimos viagem até à Alemanha Electrónica. E é obvia aqui a presença dos electrónicos alemães Kraftwerk. Desde os teclados até à utilização do vocoder! Esta bem que podia ser uma música daqueles senhores ;) É esta música que destaco deste álbum, já que ando viciado nela! São 8 minutos de pura curtição!

* The DJ: mas a viagem cai logo a fundo quando esta começa a rodar... Tem a participação especial do P. Diddy... Dispensável esta. A música é como que uma espécie de crítica a alguns tipos de DJs... Ah, e ficamos a saber que o Diddy sabe falar bué de inglês. Como ele diz, fuck it... Lá para o fim até que o techno melhora, mas não o suficiente. Quando esta está no leitor, passo imediatamente para...

* The Disaster: esta. É boa, mas quanto a mim demasiado minimalista. Há melhores como por exemplo a seguinte, outro ponto alto do Night.

* Badyfarm2: esta é mesmo ao meu estilo: Research / Genetic / Human / Cryonic, além de ter uma batida fantástica. Muito bom techno com boa dose de dub ;)

* Hellracer: A viagem ganha outro fôlego e velocidade com Hellracer. Faixa para ouvir não a menos do que 180Km/h e tão alto quanto possível para sentir as vibrações no peito. O sample faz-me lembrar obey 1.0 de SkinjoB (podem sacar aqui um set meu antigo, onde uso esta faixa). Muito boa malha esta!

* Wonderland: depois da viagem alucinante que vínhamos a fazer, abrandamos com Wonderland, onde Hell nos devolve minimalismos 8-bit, batidas techno e boa disposição.

* Friday, Saturday, Sunday: Night acaba com Friday, Saturday, Sunday, uma boa faixa para warm up para as noites de Friday, Saturday, Sunday ;)


Em Day, já não há faixas tão viciantes como em Night, mas mesmo assim destacam-se boas malhas.
* Germania: é das melhores, senão a melhor de Day... Começa de forma muito tímida, mas desenvolve, e de que maneira. Aqui Hell tem espaço para tudo, ao longo dos quase 10 minutos de som. Aqui Kraftwerk são substituídos por Jean Michel Jarre. Querem melhor? ;)

* The Angst: segue-se para The Angst, outra das melhores do álbum todo. Muito boa guitarra junto com house music, techno, e até algum IDM! Hell no seu melhor!

* Nightclubbing: faz lembrar algumas faixas dos anos 80. É boa esta, mas ainda me estou a habituar.

E é isto. Resumindo: foi uma boa compra impulsiva. O produtor tem um nome pesado, a capa chamou-me visualmente, e não me arrependo de o ter adquirido sem ouvir nada antes ;)

Monday, May 18, 2009

{discos no leitor} Tiamat :: A Deeper Kind of Slumber::


A minha história por detrás deste álbum é interessante. A primeira vez que ouvi algo dele foi no famoso HyperTensão da Ant3na, com o António Freitas. Era uma da manhã quando, de repente, ouço no programa uns sons... Lembravam-me Pink Floyd. A música era A Deeper Kind Of Slumber. Estávamos em 1997. Gostei desta primeira vez que ouvi a música. Foi depois, realmente, a deeper kind of slumber. A partir daí, queria a todo o custo ouvir mais daquele álbum, também chamado A Deeper Kind Of Slumber, e daquela banda, uns tais de Tiamat, uma banda de metal (?) sueca. Essa foi então a primeira música dos Tiamat que ouvi, e saber que era uma banda de metal era uma surpresa para mim, já que esta música tem tudo menos metal.

Bem, procurei então o álbum que o encontrei à venda por cá, na versão digipack. Ouvi-o e ouvi-o e a coisa ao fim de algum tempo já não me parecia tão interessante... Achava eu... Tentei vender o álbum, na tal versão rara digipack. Consultei os meus colegas de género, ofereci trocas, enfim, tentei algumas abordagens, mas ninguém o quis. Também não achavam grande espingarda... Ficou então encostado, guardado na minha discoteca. Hoje, dou graças por não ter conseguido desfazer dele. Finalmente considero-o um dos melhores álbuns de metal da década de 90.

A Deeper Kind of Slumber não é um álbum fácil. Uma mistura complexa de metal, com uma forte componente electrónica, obscuridade quanto baste, especialmente nas letras e é bastante atmosferico, o que joga bastante a seu favor. Hoje ouço-o com alguma vaidade, vaidade de saber gostar deste álbum, do início ao fim. Vaidade de saber que ele me diz tanto, me acompanhou tanto. São várias as boas músicas, para mim. Destaco a música que dá nome ao álbum, e que fica aqui o vídeo, mas a melhor para mim, claro, é a faixa 8, Only In My Tears It Lasts... Este álbum segue a linha do anterior, Wildhoney, de 1994 e que catapultou a banda para o sucesso, notando-se já a orientação da banda para esferas mais atmosféricas. Depois de A Deeper Kind of Slumber lançam o Skeleton Skeletron, este sim, uma desilusão...

Aqui fica a música A Deeper Kind of Slumber. Ouçam-na de olhos fechados...




How I wish that you were here
Before all flowers disappeared

Thursday, March 26, 2009

{discos no leitor} Miss Kittin & The Hacker:: Two


Detesto. Detesto quando isto acontece. Quando um álbum é bom do início ao fim. Quando não conseguimos parar de ouvir, de eleger uma música favorita do álbum, quando a banda não defrauda as expectativas, excedendo-as. Isso acontece com o segundo registo de longa duração da colaboração entre Miss Kittin, a princesa do Electroclash, e The Hacker, o DJ electroclash mais alterativo.

Two é o nome do novo álbum desta dupla Electroclash e que será oficialmente lançado amanhã (!!) mas já pára no meu leitor há algum tempo, e teima em não sair. (Pois, isto de andar pela net tem destas coisas. Ainda não saiu e já cá canta. :) )

Este é, sem dúvida para mim, e não só, um dos discos do ano! Com Two, um seguimento natural de First Album, o primeiro registo do duo, conseguem reiventar o género, não faltando as sonoridades electro a piscar o olho aos anos 80, fazendo lembrar nomes como Giorgio Moroder, Alexander Robotnik, Mr Flagio, Casco ou Charlie, grandes produtores disco e electro da década de 80.

É difícil, como disse, eleger uma música de destaque deste álbum, já que é tudo bom do início ao fim, mas pode-se destacar o single Suspicious Minds, uma cover fantástica do Rei Elvis.

Outras músicas viciantes são 1000 Dreams, Party in my Head, Inutile Ternit, Ray Ban (alguém falou em anos 80? ;)) e Indulgence, uma música techno/electro mais crua, que evidencia bem as influências New Wave e EBM dos anos 80 de The Hacker. Recentemente o DJ colaborou com nomes da cena industrial como HIV+ e Neon Electronics, side project de Dirk Da Davo, da banda new wave dos 80s Neon Judgement.

Para ouvir as faixas do registo, suriro a visita ao MySpace do projecto, ou o site oficial.

Basicamente, 3 palavras para este álbum Two: Vi-Ci-Ante!!! No meu leitor toca em alto som!
Agora o vídeo de Suspicious Minds.



Monday, March 16, 2009

{discos no leitor} Lisa Gerrard & Pieter Bourke :: Duality



A primeira vez que ouvi este CD foi através de um amigo meu, que mo emprestou, já que na altura andava a ouvir bastante Dead Can Dance. Ele falou-me que o CD merecia muita atenção, era na linha de DCD, mas um pouco mais tribal e melancólico. Decidi ouvir então o tal CD, que se colou imediatamente no meu leitor. Fiquei completamente viciado neste CD. Muitas memórias estão associadas a estas músicas. E sempre que o encontro à venda numa casa de música, esboço um sorriso involuntário, já que é realmente um grande disco.

Duality foi o nome do trabalho que juntou, em 1998, a voz feminina dos Dead Can Dance, Lisa Gerrard, e o compositor Pieter Bourke. O resultado, editado pela 4AD, são 10 músicas intensas, e que devem fazer parte da discoteca de qualquer fã daquela grande voz. Para mim, uma das melhores vozes femininas de sempre. Das 10 músicas destaco Shadow Magnet, Forest Veil, Unfolding, The Human Game e, talvez a melhor música do álbum, e aquela que deixo aqui: Sacrifice.

Recomendo vivamente este álbum a toda a gente, uma vez que, e como já li por aqui pela net sobre o álbum «You don't have to be a Dead Can Dance-head to appreciate the hypnotic loveliness of Duality.»



Friday, April 18, 2008

{discos no leitor} Pink Floyd :: The Division Bell


Comprei o meu primeiro CD em 1994. O disco em causa é o The Division Bell, o último álbum de originais dos Pink Floyd. E foi o meu primeiro CD por várias razões. Na altura o CD foi muito anunciado na rádio (especialmente a RFM, que era a que eu ouvia), passavam muitas outras músicas dos Pink Floyd (como a Money e a Time) e eu comecei a gostar da banda. O meu irmão tinha o 2Vinil do The Delicate Sound of Thunder, e que eu comecei a ouvir com muita fome. O CD então saiu e lá fui comprá-lo. Lembro-me que foi em Oliveira de Azeméis, no pseudo/Shopping Raínha, e que custou 3.600$00 (carote!). Ainda sei estes detalhes precisamente porque foi o meu primeiro CD :) Desde essa altura que os Pink Floyd são a minha banda rock preferida. Ouvi-os em muitas alturas da minha vida, em momentos bons e em maus momentos também. Este não é o melhor álbum dos Pink Floyd, seguramente. Mas para mim é o melhor, porque ouvi-o bastante no tempo certo, ou seja, quando saiu, e aprendi a gostar de forma individual e pessoal cada uma das músicas.

Gosto de todas as músicas, mas a minha música preferida do The Division Bell é a Wearing the Inside Out, a música mais deprimente do disco. E é a minha música preferida do álbum desde sempre. Na altura desconhecia a minha "queda" para a música mais darkside, já gostava do género... pelo menos do que me chegava aos ouvidos e que era do mais ou menos do género :)
Esta música Wearing the Inside Out não é cantada pelo Gilmour, o vocalista da banda, depois do Syd Barret, mas sim pelo teclista Richard Wright. E é uma das duas músicas que nunca foi tocada ao vivo pela banda!

A capa é fantástica, o artwork também, e o CD tem na caixa um detalhe fantástico. Na caixa tem uma gravação em braile que diz "Pink Floyd". Nunca mais apanhei um CD com um detalhe deste género!

Na altura do lançamento a banda fez uma tour gigantesca, que passou por Portugal. Costumo dizer que tenho 3 concertos da minha vida: VNV Nation (que perdi descaradamente a oportunidade de os ver no HC/Gaia, já com bilhete e tudo mas também com 39,5 de febre na noite do espectáculo... a febre levou a melhor sobre o bilhete :( ), The Fields of the Nephilim e, claro, Pink Floyd. Este claro que é incomparável aos outros dois... Não os vi em 1994, mas tenho uma recordação: ganhei na RFM uma camisola do álbum :p (pergunta: qual o primeiro single do álbum? resposta: Keep Talking) Depois do Live8 veio a confirmação e a desilusão. A banda não se vai reunir nem realizar futuras tours (os anos pesam!). Resta-me ficar pelo 2DVD The Pulse! Ah, os concertos deste DVD já não é material novo para mim. Passou na RTP em 1994 ou 1995, e eu vi e revi, pois na altura gravei em VHS :p Até o "transferi" para uma K7 audio! Mas é um excelente documento! Ah outra vez! A CAIXA ESPECIAL Shine On (que fantástica peça de colecção)! Já estive com uma na mão, mas quando me decidi a comprar, e como é uma edição especial, já não havia/existe! Ninguém sabe/tem uma caixa para venda??

Aqui fica o vídeo de uma versão ao vivo da música Wearing the inside out.





Haveria muito a dizer sobre The Division Bell [2]


ps.: Foi com este CD que "acordei" para a música... para nunca mais "adormecer"!